pai, pai, pai, pai meu...
Existem coisas que só aprendemos quando há um exemplo, principalmente quando somos crianças. Quando somos pequenos, a presença constante diz muito mais do que a ausência voluntária. Quando a gente cresce e questiona os motivos de quem não esteve, a resposta dificilmente está onde se perdeu. A resposta está bem ali, onde sempre esteve, arrancando seus curativos de exame de sangue, fazendo café forte e doce, distribuindo tudo aquilo o que tem sem nunca cobrar nada de volta. É bem ali, acompanhando em sindicâncias vicentinas e arrecadando recursos para os mais pobres, que esteve uma grandiosa lição. Não posso dizer que a aprendi por completo, ainda. E embora muitos atrelem a generosidade infinita às origens humildes, também não sei se concordo porque isso relativiza muito tudo o que ele é. Para além disso, supõe que todos os que vêm do mesmo lugar são assim, e todo mundo sabe que não é bem assim. Meu preto velho me leva do amor à raiva...



